Produtora Cultura e Lighting Designer. Tornou-se conhecida por assinar a curadoria, direção de produção lighting designer, agenciamento artístico em projetos, shows, programas de TV, com alto reconhecimento de público e da crítica especializada.
Atua no cenário cultural desde 1994.
Desde 2007 vem ministrando pelo Brasil o Curso de Produção Cultural e Workshop de Iluminação APRENDA COM QUEM FAZ , também com um retorno expressivo de público e imprensa.
Nesse trilhar já formou mais de 400 alunos e continua na estrada com o curso, onde ensina de maneira prática os segredos dos bastidores em produção e na iluminação em shows.
Bem vindos ao meu universo musical.
Encerrada a série sobre os grandes nomes da música brasileira que passaram por aqui com velocidade e intensidade, volto aos temas que nos afligem, alegram, intrigam, aliviam, enchem de esperança, desesperam...enfim, os temas da vida cotidiana e as observações sobre o cenário cultural que nos cerca.
Recentemente uma pessoa muito querida me deixou muito feliz com um reencontro, depois de alguns anos sem vê-la. A cantora, pianista e clarinetista Ju Cassou me ligou outro dia e me disse....estou no Rio de Janeiro e tenho nas minhas mãos meu novo filho: O CD “Live in Germany” que acabou de sair do forno. Aí me veio à memória há quantos anos conheço e sou amigo de Ju Cassou. Pensei primeiramente em quinze anos, o que daria 1994; depois me veio que a conheci nos idos 1988, portanto há 21 anos.....meeeu Deeeeus!!!!! 21 anos!!!!! Mas sequer consegui me localizar no tempo e tampouco saber como a conheci. Mas tem esse tempo todo que Ju Cassou, cantora de qualidade, afinadíssima, pianista de mãos cheias de teclas e notas, discípula de ninguém menos que Luiz Eça, batalha no mercado de seu país e nunca conseguiu atingir o sucesso. Aí me perguntei: por que alguns dão certo e outros não? O sucesso....está reservado a alguns? Ju cassou, pelo que me lembro batalhou e muito. Acompanhei os preparativos para várias apresentações dela em vários lugares do Rio de Janeiro. Quem se lembra do Rio Jazz Club, no “porão” do Hotel Meridién? Ela se apresentou lá, na Casa de Cultura Laura Alvin, no Gula Bar do Marina na praia do Leblon, no Guima's do Fashion Mall, num bar chiquérrimo da Lagoa que não me lembro o nome, entre tantos outros lugares que agora não lembro ...enfim...ela ralou, batalhou. Mudou-se por amor para a Alemanha, onde viveu por quatro anos em Munique. De lá mandava pra mim e todos os seus amigos e contatos notícias de Juju. Shows em bares, feiras, teatros, casas noturnas e por fim um DVD gravado na Alemanha. De volta ao Brasil há uns anos, está morando em Penedo, na serra fluminense, onde promove shows com convidados do Rio de Janeiro que vão lá especialmente para tocar ou cantar com ela. Neste período me confidenciou sua enorme tristeza por não conseguir se apresentar em cidades grandes de seu país. Em sua última estada na França e Alemanha, resolveu colocar seu mais novo rebento no mundo. O CD Live in Germany foi lançado, pra minha enorme alegria, no Allegro Bistrô da Modern Sound no último dia 5 e numa outra apresentação no Esch Café no Leblon. Não pude ir em nenhuma das duas apresentações, pois não estava no Rio, mas fiquei extremamente feliz. Encontrei com Ju no dia 3 e tomamos um café de não mais que meia hora no Leme, quando ela me entregou um CD com dedicatória e exibiu sua felicidade. Já está marcando de todas as segundas feiras reunir-se com um grupo de amigos músicos para produzir novas canções e continuar a sua batalha que jamais terminará.
A única rádio que eu conheço no Brasil que toca Ju Cassou é a RJV Brasil (www.radiorjv.com). Toca lá, porque lá toca coisa boa e não porque ela seja uma grande e querida amiga.
Ju...parabéns por seu mais novo trabalho e sucesso!!!
Sexta feira com cara de inverno. Chuva boa para semear sonhos... Alma renovada , coração aquecido pela sonoridade do novo
CD Viva Elpídio novo trabalho de Oswaldinho e Marisa Viana.
O CD vem embalando meus dias desde que chegou por aqui.
A cada audição me encanto com a beleza das canções e arranjos dedicados a esse trabalho, produzido para homenagear e comemorar o centenário de nascimento do compositor Elpídio dos Santos , onde os compositores e intérpretes Oswaldinho e Marisa Viana contam e cantam a vida e a obra deste poeta, músico e grande compositor brasileiro.
Oswaldinho e Marisa Vianadedicam-se há muitos anos à preservação e divulgação da música autenticamente brasileira, particularmente a ligada ao interior paulista, mineiro e mato-grossense
O CD “Viva Elpídio!”, além de divulgar a existência de uma obra musical do século passado pouco conhecida e ainda quase que totalmente inédita, traz como contribuição, não só o áudio, como também um livreto com a biografia atualizada do autor.
Em “Viva Elpídio!”, o compositor é reconhecido como músico e arranjador eclético, abrangente, clássico e popular, não restrito apenas à vertente caipira. Sua obra é descrita como consistente e rica, que retrata fielmente o homem do interior de São Paulo em sua época, com seus costumes, linguajar, religiosidade, sabores, comportamento e emoções.
O repertório escolhido é alegre e bastante variado, passando por vários ritmos e temas .
Os músicos revivem também, algumas canções de Elpídio que fizeram sucesso como trilhas nos filmes de Mazzaropi.
Num total de dezesseis faixas, este álbum traz seis músicas inéditas do autor, cujos temas vão do caboclo da roça à cidadezinha do interior paulista, do romantismo à malandragem do caipira que viaja para o Rio de Janeiro, da religiosidade e da superstição ao humor ingênuo do nosso homem do interior.
As regravações , são em sua maioria, da década de cinqüenta e se mostram até hoje extremamente atuais.
Participam das gravações ; Toninho Ferragutti / Pratinha / Ítalo Perón / Roberto Lazzarini / André Perine / Sérgio Turcão / Jica / Evaldo Correa / Totty Boné / Thais Musachi / Pimpa / Marisa Silveira e Stanley Jorge. Há ainda, a participação especialíssima do Grupo Paranga, na faixa CARNAVAL EM MADRID.
O encarte ricamente ilustrado com fotos relacionadas à vida do homenageado, sua família e cidade natal - São Luís do Paraitinga, traz também um livreto com a biografia e trajetória de Elpídio dos Santos atualizada.
As fotografias ilustrativas, são de Leandro Mamede,Tatiana Freitas e Wladimir Pieroni. O encarte, extremamente bem cuidado, é de Marcos Paulo (Tatá) Ferreira.
A concepção, pesquisa e produção executiva do trabalho são de Marisa Viana e a direção musical e os arranjos são assinados por Oswaldinho Viana.
Para que vocês leitores do blog possam conhecer mais a respeito da trajetória de Marisa e Oswaldinho Viana, deixo aqui no blog alguns links .
Encerrando a série dos grandes talentos que por aqui passaram rapidamente vamos falar de Raul Seixas. Ele foi o primeiro artista do rock brasileiro a misturar sistematicamente o rock com ritmos brasileiros, principalmente o baião. Em 1963, Raul tinha um conjunto e mudou seu nome para The Panters. Desta época até 1967, o grupo tornou-se o mais bem pago da Bahia e neste período Raul largou os estudos para dedicar-se exclusivamente à música. Nesta ocasião, o cantor Jerry Adriani assistiu a um dos seus shows e o convidou com seu conjunto para o acompanharem em uma excursão pelo Norte do país.
Após a excursão, Raul foi convidado por Jerry Adriani, para ir com seu conjunto gravar um disco no Rio de Janeiro. Em 68, lançou o disco "Raulzito e os Panteras", que foi um fracasso comercial e ignorado pela crítica. Raul voltou para Salvador, enquanto Os Panteras se tornaram banda de apoio de Jerry Adriani. Em 1970, foi convidado por Evandro Ribeiro, diretor da CBS, para trabalhar na gravadora como produtor, tendo a oportunidade de trabalhar novamente com Jerry Adriani, Sérgio Sampaio, Trio Ternura, Diana, Tony e Frankie e Renato e seus Blue Caps. Em 1971, quando o presidente da gravadora viajou, produziu, gravou e lançou sem autorização o disco "Sociedade da Grã-Ordem Cavernista" com Miriam Batucada, Sérgio Sampaio, Edy Star. O disco sumiu do mercado e foi outro fracasso de vendas.
Quando o presidente da CBS voltou, demitiu-o sumariamente. Em 1972 retornou à cena artística, inscrevendo duas canções no VII Festival Internacional da Canção e ambas se classificaram para as finais. As músicas foram "Eu sou eu, Nicuri é o diabo", interpretada pelo conjunto Os Lobos, e "Let me sing, let me sing", defendida por ele mesmo, e na qual aparecia pela primeira vez a mistura entre rock e baião, que se tornou uma de suas marcas.
No mesmo ano assinou contrato com a Philips/Phonogram, pela qual lançou o compacto "Let me sing, let me sing" e "Teddy Boy, rock e brilhantina". Em 1973 lançou o LP "Krig-há, bandolo!", que foi seu primeiro sucesso comercial. Nele começava a parceria com Paulo Coelho, o mais tarde mundialmente célebre escritor e atual membro da Academia Brasileira de Letras, parceria que se encerraria em 1976. O nome do disco é uma referência às histórias em quadrinhos, pois é o grito de guerra do Tarzã, significando "Cuidado, aí vem o inimigo". Canções como "Mosca na sopa", "Metamorfose ambulante" e "Al Capone" foram bem executadas nas rádios e tiveram grande aceitação pelo público. No mesmo período voltou a produzir discos lançando "Os 24 maiores sucessos da era do rock", no qual fazia covers dos seus ídolos norte-americanos e da Jovem Guarda, com destaque para "É proibido fumar" e "Vem quente que eu estou fervendo".
Nessa época, começou a divulgar em seus shows o gibi-manifesto "A fundação de Krig-Há", no qual fazia a pregação da sociedade alternativa, e que eram recolhidos pela polícia federal. Em 1974, devido a problemas políticos, viajou para os Estados Unidos em companhia de Paulo Coelho, da mulher Edith e de Adalgisa Rios. O grupo visitou a mansão de Elvis Presley e conheceu o ex-Beatle Jonh Lennon, além de Jerry Lee Lewis. Logo a seguir lançou o LP "Gita", que, com 600 mil cópias vendidas, lhe rendeu seu primeiro disco de ouro. A grande vendagem do disco apressou seu retorno ao Brasil. Nele se destacaram as músicas "Sociedade alternativa", "Trem das sete" e "Gita", todas em parceria com Paulo Coelho. Gravou ainda o primeiro musical colorido da TV brasileira, o videoclip de "Gita". De volta ao Brasil, fez com Paulo Coelho a trilha sonora da novela "O Rebu", da Rede Globo, na qual se destacaria "Como vovó já dizia (óculos escuros)".
Em 1975 gravou o LP "Novo aeon" , que não obteve tanto sucesso quanto o disco anterior, mas no qual algumas músicas alcançaram grande relevância, como foi o caso de "Tente outra vez" e "Rock do diabo", ambas em parceria com Paulo Coelho. No mesmo ano, participou no Rio de Janeiro do festival Hollywood Rock e gravou na TV Globo o vídeoclipe "Trem das sete". Em 1976 lançou o LP "Eu nasci há dez mil anos atrás", último na Philips/Fonogram, cuja música título, parceria com Paulo Coelho, se tornou um grande sucesso. No disco destacaram-se ainda outras composições, todas em parceria com Paulo Coelho. No mesmo ano gravou na TV Globo o videoclip da música "Eu também vou reclamar". Em 1977 gravou "O dia em que a Terra parou", primeiro disco pela WEA/WarnerBros, no qual inaugurou uma nova parceria, com o velho amigo Claudio Roberto, com compôs os destaques do disco, as músicas "Maluco beleza" e "Sapato 36".
Em 1978, passou alguns meses na Bahia, recuperando-se de problemas de saúde. No mesmo ano lançou o LP "Mata virgem", pela WEAWarner Bros, contando com a participação do guitarrista Pepeu Gomes na faixa "Pagando brabo". Em 1979 lançou o LP "Por quem os sinos dobram", que contou com a participação em algumas faixas do guitarrista Sérgio Dias, ex-integrante dos Mutantes. No mesmo ano se mudou para São Paulo com a nova mulher Kika Seixas. Em 1980 assinou contrato com a CBS, e lançou o disco "Abre-te sésamo".
Voltou a ter problemas com a censura, que proibiu a música "Rock das aranhas", que só foi liberada devido à intervenção de Ricardo Cravo Albin, em histórica sessão do Conselho Superior de Censura, no Ministério da Justiça. No ano seguinte, rescindiu seu contrato pelo fato da gravadora pedir para que em seu próximo disco fizesse homenagem a Lady Diana. Em 1982 passou por dois momentos absolutamente distintos, no primeiro, apresentou-se para um público de aproximadamente 180 mil pessoas, na praia do Gonzaga, em Santos, no Festival Musical ali realizado. No outro, foi confundido com um impostor em um show na cidade de Caieiras, em SP, onde se realizava uma feira folclórica.
Chegou a ser preso e agredido. Sem gravadora e com problemas de saúde derivados do alcoolismo crônico e do uso de drogas, só veio a gravar novamente em 1983, quando foi convidado por um diretor da gravadora semi independente Estúdio Eldorado, que era seu fã. Lançou então "Raul Seixas", LP em que se destacou "Carimbador maluco", música que compôs especialmente para um programa infantil da Rede Globo. O disco contou com a participação especial da cantora Wanderleia e lhe rendeu o segundo disco de ouro. Em 1984 lançou seu segundo e último disco na Eldorado, "Raul Seixas ao vivo - único e exclusivo", gravado ao vivo em show realizado na Associação Esportiva Palmeiras e que fechou sua turnê. No mesmo ano, assinou contrato com a Som Livre e lançou um outro disco, "Metrô linha 743", no qual apenas a música título, de sua autoria se destacou.
Mas, novamente com problemas de saúde, voltou a Salvador para se recuperar. Nesse período ficou afastado dos palcos e das gravações. Em 1987, depois de três anos sem gravar lançou pela gravadora Copacabana o LP "Uah-bap-lulah-béin-bum", no qual se destacou a música "Cowboy fora da lei".
No mesmo ano, compôs com o roqueiro baiano Marcelo Nova a música "Muita estrela, pouca constelação", participando da gravação com o conjunto Camisa de Vênus.
Em 1988, lançou o LP "A pedra do gênesis", que teve boa vendagem devido ao prestígio consolidado perante a um grande público. No mesmo ano, foi convidado por Marcelo Nova, e com ele realizou uma série de cinquenta shows, em diversos locais do país. Em 1989 gravou com Marcelo Nova seu último disco, "A panela do diabo", que contém várias parcerias entre ambos, entre as quais, "Rock and roll", "Banquete de lixo", "Cãimbra no pé" e "Século XXI".
Dois dias após o lançamento do LP, foi encontrado morto na cama por sua empregada, num apartamento do centro de São Paulo. Um dos artistas mais populares do país, foi o primeiro a ter um disco produzido e distribuído por um fã-clube brasileiro, "Let me sing my rock and roll", coletânea de gravações raras, lançada em 1985. Constantemente é regravado por intérpretes de diferentes gêneros musicais, comprovando a sua importância no panorama musical brasileiro.
O cantor João Pinheiro sobe ao palco do Teatro Rival Petrobras na próxima quarta feira dia 12 de agosto às 19:30 acompanhado por André Agra (violões e guitarra) , Pedro Moraez (baixo), Jadna Zimmermann e Carlos César Motta (percussão), Fabiano Saleck (cuíca), Márcio 'MM" Meireles( violões e guitarra) e Canela ( sax e flauta).
A direção musical do show é assinada por André Agra e a direção do show fica a cargo de Cleodon Coelho.
João Pinheiro mostra ao público canções do CD " João canta Sade' , inaugura a inédita ”Uma Palavra” .
João Pinheiro foi convidado esse ano para fazer parte da trilha sonora nacional de ”Caras e Bocas / TV Globo , interpretando "No ordinary love". Com o sucesso desta música, uma segunda faixa do mesmo CD entrou para a trilha internacional: "All About Our Love", em novo arranjo de ciranda.
Vale a pena conferir o show de João Pinheiro no Teatro Rival .
Começo a semana com minha caixa de correio repleta de novidades que estão rolando por aí. Não tenho como postar e divulgar aqui todos os convites que recebo de shows, lançamentos de CDs, livros e exposições. Procuro então selecionar os emails recebidos que me falam ao coração.
Deixo aqui uma dica para ajudar os artistas, produtores, músicos e afins avisando que preciso receber o material de vocês com uma antecedência de no mínimo 10 dias antes dos eventos.
Queridos parceiros de estrada, mandem release, foto, video , mp3, CD e DVDs. Com esse material em mãos posso viajar no universo de vocês e assim postar aqui comentários, indicar e divulgar, o que rola de forma mais completa.
Hoje terça feira (04) e amanhã quarta feira(05) o Grupo CARAIVANA formado por : Dudu Maia (bandolim), Alex Souza (violão), ambos do DF, Douglas Lora (violão de 7 cordas) e Alexandre Lora (pandeiro) – ambos de SP, Bily Joe (percusão) de Caraíva e ainda meu querido amigo Fábio Luna (flauta transversal) do RJ lançam o CD ' CARAIVANA' em show fechado para imprensa e convidados no Rio de Janeiro.
Deixo aqui um registro em video para vocês
Estarei por lá prestigiando e curtindo o show. Tão logo o Grupo volte ao Rio em show aberto estarei postando aqui.
O Grupo CARAIVANA aterriza ainda no mês s de agosto nos dias 11 e 12 em Belo Horizonte / 18 e 19 em Sao Paulo e 24 e 25 Brasilia.
* Dica do Bem: Muita vitamina C, inhame, missô e caldo de rã para aumentar a imunidade.
Dando sequência à série que enfoca grandes talentos da nossa música que por aqui passaram rapidamente, deixando seu rastro de arte com traços marcantes de estilo e personalidade, cada um deles dentro (ou fora) do contexto de sua época, vamos falar hoje de Antônio Carlos de Brito, conhecido como Cacaso, nasceu em Uberaba, Minas Gerais em 13 de março de 1944 e foi um professor universitário, letrista e poeta brasileiro.
Depois de viver no interior de São Paulo, mudou-se aos onze anos para o Rio de Janeiro, onde estudou Filosofia e, nas décadas de 1960 e 1970, lecionou Teoria da Literatura e Literatura Brasileira na PUC-RJ. Foi colaborador regular de revistas e jornais, como Opinião e Movimento, tendo, entre outros assuntos, defendido e teorizado acerca do cenário poético de seus contemporâneos, a geração mimeógrafo, criadores da chamada poesia marginal, que ganhou publicidade com a “Antologia 26 poetas hoje”, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda, com quem Cacaso, em janeiro de 74, escreveu o artigo "Nosso verso de pé quebrado", no qual fazem uma síntese das poéticas de então. Seus artigos estão reunidos em “Não quero prosa”, publicado em 1997.
Com grande talento para o desenho, já aos 12 anos ganhou página inteira de jornal por causa de suas caricaturas de políticos. Antes dos 20 anos veio a poesia, através de letras de sambas que colocava em músicas de amigos como Elton Medeiros e Maurício Tapajós.
Como poeta, estreou em 1967 com o livro “A palavra cerzida”. Em 1974, lança Grupo Escolar, pela coleção Frenesi, composta também dos livros depoetas como Chico Alvim, Roberto Schwarz, Geraldo Carneiro, e João Carlos Pádua. Cacaso une-se então a outros poetas, como Eudoro Augusto, Carlos Saldanha e Chacal (Ricardo de Carvalho Duarte), formando a coleção Vida de Artista, pela qual lançou “Segunda classe” (em parceria com Luiz Olavo Fontes) e “Beijo na boca”, ambos em 1975. Depois vieram "Na corda bamba" (1978), "Mar de mineiro” (1982) e “Beijo na boca e outros poemas” (1985), que reunia uma antologia poética da obra do autor. Seus livros não só o revelaram uma das mais combativas e criativas vozes daqueles anos de ditadura e desbunde, como ajudaram a dar visibilidade e respeitabilidade ao fenômeno da "poesia marginal", em que militavam, direta ou indiretamente, amigos como Francisco Alvim, Helena Buarque de Hollanda, Ana Cristina Cezar, Charles, Chacal, Geraldinho Carneiro e Zuca Sardhan.
Na música, os amigos e parceiros se multiplicavam na mesma proporção: Edu Lobo, Djavan, Tom Jobim, Toquinho, Olívia Byington, Sueli Costa, Cláudio Nucci, Novelli, Nelson Angelo, Joyce, Toninho Horta, Francis Hime, Sivuca, João Donato e muitos mais.
Em 1987, no dia 27 de dezembro, Cacaso foi embora prematuramente aos 43 anos. Um jornal escreveu: "Poesia rápida como a vida".
Em 2002, veio a público Lero-lero, sua obra completa, incluindo, além dos livros citados, letras e poemas inéditos.
A cantora e compositora Lucina se apresenta no próximo final de semana dia 25 de julho (sábado) às 22 horas no Feitiço Mineiro em Brasília o show ' A Música em mim' acompanhada por JorgeMacarrão ( percussão).
No show Lucina conta a trajetória de uma história de amor através de canções e comentários que costuram o tema.
É um show para cantar junto, se emocionar , rir e viajar de carona na identificação, pois os sentimentos são comuns a todos nós.
Lucina tornou-se conhecida através de seus CDs lançados e de suas canções gravadas por Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Joyce, Frenéticas, nana Caymmi, Fred Martins, Vânia Bastos , Daúde, Rolando Boldrin, Carlos Navas, Alzira E, Tetê Espíndola, Verônica Sabino entre outros, além da dupla Luli e Lucina da qual fez parte por 25 anos.
Seu mais recente CD A Música em Mim foi produzido e lançado por sua parceira Zélia Duncan e o show ao vivo registrado em DVD pelo Canal Brasil (GloboSat).
Atualmente Lucina esta em fase de finalização de gravação de seu mais novo CD onde registra canções inéditas em parceria com Zélia Duncan, lançamento em outubro. Aguardem aqui no blog a agenda de shows de lançamento.
*Dica do bem:Não perca o olhar da bondade! Beijos sonoros Patricia Ferraz
Hoje tenho o enorme prazer de divulgar no blog a volta aos palcos do Rio de Janeiro, do cantor paulistano Carlos Navas.
Deixo registrado aqui no blog minha admiração pelo talento musical de Carlos Navas .
Me orgulho de acompanhar o vôo maduro desse artista.
Nossa amizade é tecida pelas linhas do tempo entre acordes e melodias que falam ao coração .
Carlos Navas aterriza na cidade do RJ em única apresentação na Sala Baden Powell dia 26 de julho (domingo) às 17h com o show “Quando o Samba Acabou” – Dedicado a Mario Reis .
Já há algum tempo, o cantor Carlos Navas vem sendo saudado como uma voz especial e singular no panorama da canção brasileira contemporânea.
Com treze anos de carreira, acumulando surpresas e despindo-se de vestes que ele próprio toma de empréstimo, lançou em 2007 o CD, “Quando o Samba Acabou” - Dedicado a Mario Reis, que, recebido com elogios unânimes da crítica, e sem apelar para a imitação – como oportunamente frisou Hermínio Bello de Carvalho no texto de apresentação – mostra os caminhos sinuosos pelos quais o canto de Mario segue influenciando um cantar moderno. No tributo a este que é considerado o primeiro inovador do canto no samba, conhecido por sua dicção particular, que aproximava o canto popular da fala espontânea, são mescladas canções conhecidas, como “Se Você Jurar” (Francisco Alves / Ismael Silva / Nilton Bastos) e “Jura” (Sinhô) com outras obras, caso da belíssima faixa título “Quando o Samba Acabou”, de Noel Rosa. “Joujoux e Balangandans”, de Lamartine Babo, já interpretada em duetos de Mario Reis com Mariah e de João Gilberto com Rita Lee, foi gravada no CD em duo com Tetê Espíndola.
A lição de explorar os recursos oferecidos pelo microfone e pelas demais ferramentas de gravação elétrica é percebida “Dorinha, Meu Amor” (José Francisco de Freitas).“Sabiá” (Sinhô), uma das primeiras canções gravadas por Mario (1928) completa o repertório, junto com “Meu Barracão” (Noel Rosa), “Cansei” (Sinhô) e “Fui Louco” (Noel Rosa/ Bide). No show, há números que não estão no CD, como “O Grande Amor” (Jobim e Vinicius), “A Tua Vida é um Segredo” e “Rasguei a Minha Fantasia” (Lamartine Babo). Ele será acompanhado por Fabiano Krieger (violão), Pedro Pamplona (sopros) e Cássio Acioli (percussão).
Queridos leitores do blog esse show é imperdível , estarei lá para rever meu amigo querido, cantar junto e aplaudir Carlos Navas.
Deixo com vocês o link do site de Carlos Navas: http://www.carlosnavas.com.br/ , vale a pena passear por lá e conhecer a fundo a trajetória desse artista.
Hoje é a vez do grande nome da nossa música falecido mais precocemente.Noel de Medeiros Rosa nasceu no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, tornando-se anos mais tarde conhecido como o "Poeta da Vila". Morou durante seus vinte e seis anos e meio de vida na mesma casa na rua Teodoro da Silva, que tempos depois seria demolida para a construção de um prédio residencial que leva seu nome. Teve em seu nascimento fratura e afundamento do maxilar provocados pelo fórceps, além de uma pequena paralisia na face direita, que o deixou desfigurado para o resto da vida, apesar das cirurgias sofridas aos seis e doze anos de idade.
Quando tinha apenas 13 anos, começou a tocar bandolim de ouvido e violão, que aprendeu com o pai, seu primo Adílio e os amigos Romualdo Miranda, Vicente Sabonete e Cobrinha.
Já dominando o instrumento, fazia serenatas com o irmão no bairro de Vila Isabel em 1925. Nesse mesmo ano, conheceu o compositor Sinhô, de quem tornou-se grande admirador. Sem deixar de lado o violão e as serenatas, em 1929, ao terminar o ginásio, preparou-se para a Faculdade de Medicina, que viria a abandonar três anos depois. Em 1929, os moradores de Vila Isabel e alunos do Colégio Batista, Almirante, Braguinha, Alvinho e Henrique Brito, formaram um grupo musical, o Flor do Tempo, que se apresentava em festas locais. Quando foram convidados para gravar, o grupo foi reformulado, mudando o nome para Bando de Tangarás.
O compositor, que já tinha fama de bom violonista no bairro, foi convidado por Almirante e Braguinha para juntar-se ao grupo.
Teve paixões por mulheres que se tornaram musas de alguns de seus sambas, como no caso de Ceci, dançarina de um cabaré da Lapa. Para ela, compôs "Dama do Cabaré" e "Último desejo". Casou-se com Lindaura, em dezembro de 1934. Na verdade, o casamento ocorreu por pressão da mãe da moça, pois Lindaura tinha apenas 13 anos, dez a menos do que ele. Grávida, ela perderia o filho meses após o casamento. A união com Lindaura não modificou seus hábitos boêmios, que acabariam por comprometer irremediavelmente a sua saúde.
No início de 1935, já com os dois pulmões lesionados, viajou com a mulher para se tratar em Belo Horizonte, onde se hospedou na casa de uma tia. Porém, o tratamento durou poucos dias, pois o compositor logo começou a freqüentar os bares e o meio artístico da cidade, apresentando-se até na Rádio Mineira. Ainda em Minas, em maio desse mesmo ano, recebeu a notícia do suicídio do pai, que se enforcou na casa de saúde onde estava internado para tratamento dos nervos.
Apresentando algumas melhoras, em setembro retornou ao Rio de Janeiro. Contudo, em fevereiro de 1936, viajou para Nova Friburgo, na ragião serrana do Rio de Janeiro por ordens médicas. Mesmo assim se apresentou no cinema local e freqüentava os bares da cidade. Retornou ao Rio bastante adoentado. Por sugestão de amigos e familiares, foi para Barra do Piraí, em abril do mesmo ano, em busca de repouso para tentar curar a tuberculose. Após uma semana começou a sentir arrepios e a passar mal. Na manhã de dois de maio, voltou ao Rio com Lindaura, às pressas, em estado muito grave, do qual não conseguiria se recuperar.
Morreu na noite do dia quatro de maio, enquanto em frente à sua casa comemoravam o aniversário de uma vizinha numa festa em que tocavam suas músicas. Entre outras canções com diversas parcerias, Noel deixou clássicos como “Filosofia”, "Eu vou pra Vila", “Pra que mentir”, "Conversa de botequim", "Feitio de oração", "Três apitos", "Fita amarela", "Palpite infeliz", "Feitiço da Vila", "O orvalho vem caindo", "Até amanhã", "Com que roupa", "Dama do cabaré", "Filosofia", "Não tem tradução", "Gago apaixonado", "Último desejo", "Pierrô apaixonado" e "As pastorinhas". Flávio Carpes
Depois de um domingo chuvoso e bastante frio , deixo com vocês um registro inédito do encontro de Lucina e Joyce em show no Tribunal de Contas/ RJ em 27de maio /09.
Nesse video elas cantam Génève de música de Lucina e Luhli.
Produzir e iluminar esse show foi mágico.
Lucina esta finalizando seu novo CD essa semana em SP , logo disponibilizarei aqui mais notícias.